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Avaliação de Acessibilidade

Criar produtos digitais inclusivos

Quase 1/10 da população mundial tem dificuldades no acesso à informação. É por isso que a acessibilidade é um factor importante quando se trata de disponibilizar a informação e tornar os websites acessíveis a todos, independentemente de quais sejam as suas limitações. 

Se pensarmos que 1/10 na verdade se refere a milhões de pessoas que têm milhões em poder de compra, fica claro que tornar os websites das organizações acessíveis a pessoas com dificuldades motoras, sensoriais ou cognitivas tem benefícios para os negócios. Se pessoas com necessidades especiais não conseguirem usar o website de uma organização, facilmente recorrerão a um concorrente que ofereça um produto ou serviço semelhante.

Quando websites, aplicações e ferramentas web são mal desenhadas e desenvolvidas, podem criar barreiras de acessibilidade que tornam a sua utilização difícil ou mesmo impossível para pessoas com diferentes necessidades especiais.

A acessibilidade é de grande importância para as organizações que querem criar experiências digitais de alta qualidade, e que não querem privar ninguém da utilização do seu produto ou serviço.

Como podemos avaliar a acessibilidade?

Revisão de standards

Avaliar se um produto está em conformidade com os padrões de design de interface especificados, como recomendações de guias de estilo internos ou outros padrões externos (de organizações internacionais, do governo, de grupos da indústria).

Para avaliar problemas de acessibilidade e melhorar a acessibilidade da web, o World Wide Web Consortium (W3C) definiu um conjunto de directrizes - as Web Content Accessibility Guidelines (WCAG). As directrizes e critérios de sucesso estão organizados em 4 princípios:

  • Perceptível

    A informação não pode ser invisível aos sentidos dos utilizadores (visão, audição, tacto). Os utilizadores devem ser capazes de perceber toda a informação apresentada.

  • Operável

    Os utilizadores devem ser capazes de operar a interface. Por exemplo, assegurando uma boa navegação apenas por teclado será mais fácil para as pessoas com dificuldades motores navegar na web.

  • Compreensível

    Os utilizadores devem ser capazes de compreender o conteúdo e operação da interface. Os termos devem ser claros, as instruções simples e as questões complexas explicadas.

  • Robusto

    O conteúdo deve ser correctamente interpretado por uma vasta variedade de agentes do utilizador, incluindo tecnologias assistivas, como leitores de ecrã.

Estas directrizes estão organizadas em três níveis de conformidade. Todos têm uma série de critérios que devem ser cumpridos para se poder considerar um website acessível para todos os utilizadores, cobrindo aspectos como a navegação do website, texto, vídeos, inputs e outros.

Nível A

Os requisitos mais básicos de acessibilidade. Os websites que não atingem este nível são impossíveis ou muito difíceis de navegar para pessoas com necessidades especiais.

Nível AA

Estes requisitos incluem as maiores e mais comuns barreiras para utilizadores com necessidades especiais. Se um website atinge este nível, então é utilizável e compreensível para a maioria das pessoas com ou sem necessidades especiais. É o nível mais usado no mundo no que se refere a regras e regulações de acessibilidade.

Nível AAA

O nível mais alto e mais complexo de acessibilidade. Se um website atinge este nível significa que é acessível para o máximo número de utilizadores e a experiência de navegação é fácil.

As directrizes WCAG são aceites e adoptadas universalmente. Em alguns países e jurisdições existem mesmo razões legais para a sua implementação. A União Europeia exige que os websites e as aplicações móveis do sector público estejam em conformidade com o nível AA. No Reino Unido, se o website de uma organização não é acessível, esta pode ser processada por discriminação.

Ferramentas de avaliação de acessibilidade

Ferramentas de software podem identificar problemas de acessibilidade e aumentar a eficiência de avaliação, poupando tempo e esforço. Contudo, sozinhas não podem determinar se um produto cumpre os requisitos e é acessível.

Avaliação heurística

Identificar os problemas de usabilidade numa interface de acordo com uma lista pré-estabelecida de regras, as heurísticas, para possam ser retificados como parte de um processo de design iterativo.

Design Walkthroughs

Encontrar potenciais problemas de usabilidade e acessibilidade através da visualização da rota do utilizador por um conceito inicial ou um protótipo. Uma walktrough pode ser realizada utilizando personas com necessidades especiais e cenários que incluem estratégias adaptáveis para completar tarefas.

Técnicas de triagem

Actividades que ajudam a identificar potenciais barreiras de acessibilidade no design de um produto. Involve a interacção com um produto com uma ou mais capacidades físicas ou sensoriais eliminadas ou modificadas.

Testes de usabilidade

Avaliar alguns aspectos de acessibilidade usando protocolos de testes de usabilidade padrão com algumas modificações de forma a incluir participantes com necessidades especiais e usando tecnologias assistivas (por exemplo, aparelhos auditivos, leitores de ecrã, programas de reconhecimento de voz) ou quaisquer periféricos de entrada ou de saída (por exemplo, teclado, rato, monitor, auscultadores) que as pessoas utilizem no seu dia-a-dia.

Ao desenvolver ou redesenhar um novo produto ou serviço, é importante avaliar a acessibilidade no início e ao longo do processo de desenvolvimento para identificar possíveis problemas de acessibilidade cedo, quando é mais fácil corrigi-los.

A acessibilidade de produtos digitais e de serviços significa que toda a gente os pode utilizar - incluindo pessoas com deficiência ou limitações, como cegueira, surdez, dificuldades de aprendizagem e limitações relacionadas com o envelhecimento. Desenvolver websites, aplicações e ferramentas web acessíveis pode não só gerar mais lucro para o negócio, como é também uma obrigação legal em muitos países, mas acima de tudo é um direito.

“Promover o acesso às pessoas com deficiência a novas tecnologias e sistemas de informação e comunicação, incluindo a Internet.”

- Convenção sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência das Nações Unidas

Quer oferecer um serviço acessível a todos?

A Xperienz pode ajudá-lo a avaliar se todos os utilizadores conseguem navegar e completar as tarefas necessárias no seu website, aplicação os ferramenta digital. Quer seja confirmar a conformidade com as directrizes WCAG, realizar uma avaliação heurística ou conduzir testes de usabilidade, asseguraremos que a sua organização beneficia com o desenvolvimento de um website fácil de usar por todos os utilizadores.

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